Dor na Coluna

 

       Sintomas relacionados a problemas na coluna podem se apresentar de muitas formas:

  • dor que parece aperto, pontada – localizada na coluna;
  • formigamento, dormência, queimação, ardência, pontadas, agulhadas nos membros (pernas, pés, nádegas, ombros, braços e mãos);
  • dor na coluna, pernas ou braços que varia de intensidade ou localização de acordo com posições ou movimentos (dor que anda);
  • dor influenciada por estado emocional ou estresse;

 

 

 

DOR LOMBAR

            A dor lombar afeta quase todas as pessoas em algum momento da vida adulta e é um incômodo crônico muito comum. Em geral é descrita como lombalgia, hérnia de disco, contratura muscular, artrose, lombociatalgia, etc.

Se um engenheiro avaliasse a região do corpo mais suscetível à tensão mecânica, chegaria à conclusão que é logo acima da junção com a pelve. Estatisticamente falando, a lombar é a região que apresenta problemas para a maioria das pessoas. Cerca de 80% a 90% da população mundial se não teve, vai experimentar sintomas nessa região em algum momento da vida.  

A dor lombar associada ou não a sintomas (dor, dormência, formigamentos, etc.) nas pernas, é a principal causa de incapacidade para trabalho em adultos com menos de 45 anos. Os custos totais com dor lombar são maiores que de qualquer outra doença com análise econômica disponível nos Estados Unidos.

A lombalgia é considerada uma das doenças mais importantes a serem combatidas nesse início do terceiro milênio e a palavra de ordem para seu combate é prevenção! A tendência natural é esse quadro piorar cada vez mais devido a vários fatores, como o aumento da longevidade da população e o estilo de vida moderna – sedentarismo e posturas mantidas.

Pesquisas apontam que algo em torno de 60% a 75% das pessoas que têm dor lombar uma vez desenvolverá problemas crônicos e recorrentes na coluna.

            Em geral, sintomas na região lombar aparecem sem aviso prévio e sem razão aparente. E acabam interferindo nas mais diversas atividades do dia a dia, como se movimentar livremente, ter uma boa noite de sono, se vestir, cuidar da casa ou jardim, dirigir, permanecer sentado, entre outras.

 

DOR CERVICAL    

            Problemas no pescoço assumem diversas formas tais como: artrite, artrose, hérnia de disco, torcicolo, cervicobraquialgia, etc.

            A maioria dos indivíduos vai sofrer de dores na região do pescoço, ou de sintomas que a partir do pescoço são sentidas nos ombros, na escápula, no braço e até mesmo na mão.

            Além disso, boa parcela das dores de cabeça podem ter sua origem na coluna cervical. Esse tipo de dor de cabeça se mostra geralmente de forma assimétrica (dor somente de um lado, ou mais de um lado da cabeça) e pode assumir a região em volta dos olhos, testa, lateral da cabeça e pescoço. É uma dor que pode variar de intensidade de acordo com posturas e movimentos da coluna cervical.

 

 

CAUSAS DE DOR

 

            Aproximadamente 90% das dores nas costas não têm causa identificável ,são chamadas por não-específicas, . As dores específicas associadas a problemas mais graves ficam com a minoria dos casos (<2%) e estão relacionadas a infecções, fraturas, cânceres, etc., já as dores específicas associadas a problemas de compressão da raiz nervosa representam menos de 10% dos casos.

 

Dor não-específica

          

             As dores não-específicas podem estar relacionadas a inflamações na coluna em decorrência de alguma lesão ou doença inflamatória – dor química, ou estarem associadas a desequilíbrios musculares, degeneração das articulações da coluna e serem de origem mecânica, que são as mais comuns.

A dor química é geralmente constante e piora com qualquer movimento da coluna, tende a se resolver em pouco tempo e pode se transformar em dor mecânica

A dor mecânica, causada por problemas em partes móveis, pode se apresentar de muitas formas, mas em geral é intermitente. Certos movimentos e posições podem levar ao aparecimento, agravamento ou, até mesmo, ao alívio da dor. Além disso, a dor mecânica geralmente está ligada à dor durante o movimento, e à diminuição da amplitude normal dos movimentos da coluna por dor e/ou travamentos.

Os fatores que estão mais definidos na literatura como sendo predisponentes para o aparecimento de dor na coluna e podem aumentar de 3 a 5 vezes o risco de aparecimento de sintomas, são: estresse postural mantido e inadequado (ex. sentar ou curvar por longos períodos); levantar pesos frequentemente; vibração em todo o corpo (ex. dirigir); curvar frequentemente. Além disso, o estilo de vida sedentário também tem sido apontado como grande contribuinte para o aparecimento de dores mecânicas no corpo.

A maioria das atividades diárias atuais envolve a perda da lordose (lombar e cervical) geralmente observada quando uma pessoa se curva, como quando senta ou inclina pra frente, ou quando permanece em posturas relaxadas. Quando isso ocorre por longos períodos ou frequentemente os ligamentos podem se tornar fatigados e se distenderem em excesso podendo romper e causar episódios de dor na coluna.

Além disso, quando dobramos o corpo pra frente, e fazemos isso inúmeras vezes todos os dias, estamos empurrando o núcleo do disco intervertebral para trás, e como geralmente não compensamos esse movimento acabamos por sobrecarregar ainda mais os ligamentos posteriores que mantêm o núcleo do disco no lugar – e contribuímos para o aparecimento da dor discogênica, que tem sido apontada como a origem mais comum de dor lombar. Podemos fazer uma analogia com um guarda-roupa que todo dia você vai e empurra um cobertor para o fundo, para que possa fechar a porta – o que acontece é que mais cedo ou mais tarde, dependendo da resistência desse fundo, ele vai ceder e vai precisar ser reparado.

 

O disco intervertebral tem sido apontado, nas pesquisas recentes, como a fonte mais comum de dor persistente. Lembrando que podem existir outras causas mecânicas envolvendo os ossos, músculos circundantes, ligamentos, articulações facetárias, nervos e vasos sanguíneos. Além disso, desordens mecânicas da coluna também podem resultar em neuropatias - lombociatalgias e cervicobraquialgias, como a ciática.